Troca de Arquivos na Internet! Liberdade ou Pirataria Digital???

Se trata de uma discussão ainda recente, porém o seu conteúdo é muito polêmico.
Juntamente com o desenvolvimento frenético da internet, que passou a possibilitar formas de interatividade que até alguns anos atrás eram inimagináveis, surgiram diversos problemas. Um dos mais abordados é a questão da troca de arquivos na internet e os direitos autorais. Vídeoclip's, músicas e até filmes podem ser "baixados" através da rede mundial de computadores para o computador da sua casa. Feito isso você pode curtir diversas produções artísticas sem pagar um centavo sequer por elas. Os meios para fazer os download's são em geral programas de computador ou sites que armazenam os conteúdos que podem ser transferidos para o seu micro em poucos minutos. Rapidamente, uma pessoa que possua uma boa máquina poderá obter um verdadeiro arsenal de arquivos em sua própria residência.
Esses arquivos não se restringem apenas a videos e músicas, afinal diversos software's que são produzidos por empresas de informática para determinadas atividades profissionais podem ser baixados através da rede gratuitamente. São cópias piratas que ficam disponíveis para quem quiser fazer uso. O problema é que a empresa que o desenvolveu não irá receber nada, e você o utiliza-rá de forma ilegal. Porém nosso foco de discussão será a troca de músicas pela internet. Quando os primeiros programas de computador começaram a possibilitar esse tipo de ação aos internautas as opiniões se dividiram, alguns consideravam positivo, outros negativo. Algumas bandas passaram a apoiar os download's e inclusive adicionaram diversas canções e vídeos nos seus sites para que os fãs baixassem gratuitamente. Porém algumas grupos mostraram-se radicalmente contrários a modalidade, alegando que os direitos autorais pertenciam aos proprietários do conjunto musical, e portanto somente eles poderiam disponibilizar ou comercializar qualquer música, vídeo ou foto da banda.
Uma das bandas a se portar desta forma foi o Metallica que processou o Napster e conseguiu "fechar" o site por meio de decisão judicial.

Porém, atualmente muitos sites são feitos de forma que seus criadores fiquem ocultos, no caso do Napster havia uma empresa por trás que pode ser intimada judicialmente, e que teve como consequencia a desativação da página virtual. "É uma questão complicada, porém a internet oferece recursos imensos e fica dificil barrar as ações de seus usuários. Eu particularmente sou a favor da troca de arquivos pela internet, mas deve haver alguma coisa que atribua limites e regras, como se fosse uma constituição mundial da internet", diz Mateus Villa, 22 anos, estudante de Ciências da Computação. Já o advogado Laerte Ramos pensa de forma inversa, e adverte: "Os direitos autorais são exclusivos e devem ser respeitados como manda a lei, e o autor de quaiquer infrações nesse sentido deve ser punido". Por enquanto a discussão ainda encontra-se aberta e parece longe de um final. Muita coisa irá acontecer até que sejam definidos alguns padrões ou barreiras para a troca de arquivos na rede. Outro fator importante será identificar um senso comum, afinal, a troca de arquivos pela rede representa liberdade ou pirataria?
Outras informações no blog da estudante de jornalismo Roberta Perin

