Nós somos Flânerie
Conectado a rede estou em Nova York. Agora estou observando as notícias sobre a equipe de beisebol do New York Yankees. Logo de cara me chama a atenção as diversas fotos de jogadores em ação, que encontramos na página inicial. Elas foram batidas no momento decisivo, retratando detalhes e expressões da face interessantes que atraem o olhar de qualquer um que navega por ali. Passando os olhos pela página, de forma bem superficial vejo a direita um anuncio publicitário da Chevrolet. Por se tratar de uma marca presente em minha vida, modifico os rumos do meu passeio, saindo de um site de beisebol e partindo para uma montadora de automóveis. Porém, apesar de ter mudado totalmente o conteúdo do site visitado, percebo que continuo cercado pelo capitalismo. No site dos Yankees posso comprar jaquetas, camisetas, bonés e uma série de outros artigos com o logo do time estampado. Além disso posso adquirir toques de celular, baixar papéis de parede e comprar ingressos para os jogos. No site da Chevrolet acontece o mesmo, inclusive existem links onde eu posso pesquisar preços e comparar veículos. Para completar posso verificar as formas de pagamento e o percentual dos juros.
Mas como não tenho dinheiro para comprar ao menos uma roda de um daqueles carrões, decido voltar ao site dos Yankees que estava mais atrativo. O esporte sempre me chama atenção. Minha experiência na página da Chevrolet não foi nada boa. Lembrei-me que ando de ônibus lotado diariamente, e que o sonho de ter um belo carro é tão distante quanto a Unisinos da minha casa. No site dos Yankees percebo lá no alto o link da liga profissional de beisebol americana, a famosa Major League Baseball. Clico no link multimidia e depois em MLB Radio. Aqui encontro a narração de alguns lances dos times da liga. Este foi um link interessante. Ao lado das locuções que posso escutar através da rede, visualiso um link que me leva para o site da Orbitz, onde posso comprar passagens aéreas, verificar vôos, alugar carros, procurar hotéis e planejar o roteiro das minhas férias. Ao baixar a barra percebo as fotos dos diversos hotéis que o site disponibiliza. Clico no Collonade Hotel em Boston.
Ainda no site da Orbitz, vejo por intermédio de fotos, todo aquele luxo e glamour do qual minhas condições financeiras me distanciam tanto...decido parar. Esta flânerie esta me deixando revoltado. Começo a pensar que a flânerie de verdade, ou seja andar pelo hotel e desfrutar das coisas que ele me oferece ao vivo é bem melhor que a flânerie virtual. Afinal ela só alimenta meus sonhos mais impossíveis, e agora, as 21 horas e 58 minutos de uma terça feira me lembro que após um dia estressante de trabalho, ainda tenho que sair da universidade e viajar de São Leopoldo para Porto Alegre. Depois de flanar no trem e no ônibus chegarei em casa extremamente cansado. Espero que um dia eu possa flanar em um cotidiano mais tranquilo, mais vagabundo, para ser mais enfático no sentido da palavra flanar.
Mas como não tenho dinheiro para comprar ao menos uma roda de um daqueles carrões, decido voltar ao site dos Yankees que estava mais atrativo. O esporte sempre me chama atenção. Minha experiência na página da Chevrolet não foi nada boa. Lembrei-me que ando de ônibus lotado diariamente, e que o sonho de ter um belo carro é tão distante quanto a Unisinos da minha casa. No site dos Yankees percebo lá no alto o link da liga profissional de beisebol americana, a famosa Major League Baseball. Clico no link multimidia e depois em MLB Radio. Aqui encontro a narração de alguns lances dos times da liga. Este foi um link interessante. Ao lado das locuções que posso escutar através da rede, visualiso um link que me leva para o site da Orbitz, onde posso comprar passagens aéreas, verificar vôos, alugar carros, procurar hotéis e planejar o roteiro das minhas férias. Ao baixar a barra percebo as fotos dos diversos hotéis que o site disponibiliza. Clico no Collonade Hotel em Boston.
Ainda no site da Orbitz, vejo por intermédio de fotos, todo aquele luxo e glamour do qual minhas condições financeiras me distanciam tanto...decido parar. Esta flânerie esta me deixando revoltado. Começo a pensar que a flânerie de verdade, ou seja andar pelo hotel e desfrutar das coisas que ele me oferece ao vivo é bem melhor que a flânerie virtual. Afinal ela só alimenta meus sonhos mais impossíveis, e agora, as 21 horas e 58 minutos de uma terça feira me lembro que após um dia estressante de trabalho, ainda tenho que sair da universidade e viajar de São Leopoldo para Porto Alegre. Depois de flanar no trem e no ônibus chegarei em casa extremamente cansado. Espero que um dia eu possa flanar em um cotidiano mais tranquilo, mais vagabundo, para ser mais enfático no sentido da palavra flanar.

1 Comments:
Photo from my Best weekend in this year ! ! ! ( phentermine )
Look it here :
I and my Girl or My friends girl
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